Oba! 2014 chegou chegando e tem muita novidade por aqui! Além dos novos cursos de costura, tem coisa boa também aqui no blog!

É a Ju Marques, blogueira do Varal da Troca e Pequeno Rascunho, inaugurando a seção Blogueira Convidada. A Ju irá trazer posts com dicas sobre sustentabilidade e consumo consciente. Ela diz que ainda tem muito que aprender mas cá pra nós, pra uma iniciante ela tem talento de sobra! Em seu primeiro post ela conta pra gente como foi começar a costurar, num relato lindo. Confiram!

Juliana Marques: meus primeiros pontos
E daí que no dia 12 de novembro de 2013 minha máquina de costura chegou pelo correio!

O pedido tinha sido feito duas semanas antes, e eu contava os dias! Curti cada momento que antecedeu sua chegada preparando minhas caixinhas de linhas coloridas, de alfinetes, fita métrica, botões, tesouras… e todas as coisinhas que ano a ano acumulei na expectativa do dia em que eu finalmente teria minha própria máquina, e deixaria de costurar apenas à mão.

Organizei prateleiras, disponibilizei espaço para a nova moradora da casa e fiz um mural de projetos, que fixei entre as prateleiras e o espelho do quartinho/escritório aqui de casa. Quando ela chegou foi delicioso desempacotá-la, conferir cada peça de acordo com o manual e colocá-la em seu lugar oficial na casa, que a partir de então não seria mais um quartinho/escritório, mas um ateliê/escritório.

Não se tratava apenas de um sonho de consumo, mas o início da realização de um objetivo que sempre tive: aprender a costurar.

Não seria capaz de descrever a alegria! Não se tratava apenas de um sonho de consumo, mas o início da realização de um objetivo que sempre tive: aprender a costurar. E tenho que dizer que eu sonho alto. Na minha cabeça nunca se tratou de apenas consertar ou fazer barras em calças; eu queria era exercitar minha criatividade. Escolher tecidos e decidir o que fazer com eles. Fazer calças, blusas, vestidos, bolsas e tudo mais que minha imaginação permitisse. Olhando a máquina ali na minha frente, a única certeza que tinha era que agora só dependia de mim, da minha motivação em correr atrás e aprender, e do meu entusiasmo para treinar e treinar.

Juliana Marques

No mesmo dia em que a máquina foi para seu lugar, procurei velhas blusas, lenços e outros tecidos que pudessem ser utilizados no meu treinamento inicial. Liguei-a, observei os possíveis pontos, enchi a bobina, ajudada por um tutorial da internet e depois tentei repetidamente “laçar” a linha de baixo: parece tolo, eu sei, mas nesse primeiro dia foi minha primeira dificuldade e me sinto bastante orgulhosa por não ter desistido. E costurei! Fiz longas costuras retas, embora tortas, para treinar; usei todos os pontos que a máquina oferecia; e, depois de muito tempo, até consegui ajeitar uma saia que estava larga pra mim.

Poderia dizer pra vocês que foram horas e horas de atenção e trabalho, mas seria uma grande mentira. Foram horas e horas de muita diversão!

Aprender está na lista das melhores coisas da vida. E poucas vezes temos a oportunidade real de gastar tempo aprendendo algo que verdadeiramente gostamos.

Aprender está na lista das melhores coisas da vida. E poucas vezes temos a oportunidade real de gastar tempo aprendendo algo que verdadeiramente gostamos. Todas as horas que perdi na frente da máquina, do dia 12 até agora, não fizeram de mim uma costureira, mas me animaram a querer ser uma. Mas não como profissão, ao menos não por agora. Por hora, quero a costura na minha vida como arte. A arte delicada de combinar, perceber texturas e transformar uma coisa sem vida em algo que servirá direitinho pra alguém.

Eu ganhei uma máquina de costura, e a costura me ganhou. Pra sempre.